terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Receita de Final de Ano!


Receita de Final de Ano!

Hoje recebi um texto lindo que contava a história de um cliente que comeu sequilhos com goiabada uma vez na padaria, não gostou, e se achou no direito de dar palpite na receita. Ele pediu ao cozinheiro que colocasse  mais goiabada nos sequilhos,  a fim de ajustar a receita ao seu gosto,  mas é claro que não foi atendido. E sabem por que? Porque para dar palpite é necessário participar! Quem aparece somente de vez em quando não tem direito a dar palpite nos sequilhos alheios! Simples assim!     

E isso  me fez pensar o seguinte: para comprar e comer sequilhos com goiabada e tentar mudar a receita é preciso ir a padaria todos os dias. Quem não vai a padaria todos os dias não sabe nem se tem sequilhos, se são feitos todos os dias,  se a receita mudou, ou se está melhor ou pior. Enfim, perde o contato com a realidade, e não tem direito a opinar na Receita!  

Quem quer dar opinião na receita alheia,  ou sugerir alguma modificação, tem que, pelo menos, ir a padaria todos os dias! Do contrário, não pode sequer ter vontade de comer o sequilho, seja com ou sem goiabada, e muito menos tentar  mudar a receita! 

E assim são os relacionamentos: não basta ser filha, irmã, mãe, pai, padrinho, amigo,  ou namorado, tem que participar da vida de seu ente querido!

Assim como aquele cliente,  que se achou no direito de mudar a receita dos sequilhos, sem ir a padaria todos os dias, não conseguiu, assim também são os relacionamentos:  não basta ser amigo ou parente, tem que participar da vida! Se você não participa, efetivamente, da vida de seu ente querido, não tem direito a dar sugestões ou palpites em sua vida. As pessoas  que queiram dar  opinião na vida de seus amigos, ou ente queridos,  tem que ir a casa deles sempre, tem que participar da vida do outro, da rotina, do dia-a-dia,  do contrário, serão apenas conhecidos ou até estranhos, sem direito a voto!

Pense nisso! E no Ano Novo que se inicia, visite seus parentes e amigos,  diga-lhes que os ama e que se preocupa com eles! E isso não é dar palpite na vida dos outros não!  Isso é amor! O amor se preocupa com o outro, e quer sim participar da vida do ser amado! 

Que vocês sempre tenham alguém com quem se preocupar e dar palpites! E lembrem-se: os relacionamentos são como as receitas, só melhoram porque as pessoas experimentam e dão sugestões para as modificações! Não se esqueçam disso: quem não participa da vida de quem ama está se omitindo! E a pior forma de desamor é a omissão! Se você ama demonstre isso com ação! Nunca é tarde para começar e mudar nossas atitudes! Afinal o amor é o sentido de tudo! Pensem nisso! 

Feliz Ano Novo, amigos!

Sylvana Machado Ribeiro. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Papai Noel vou te contar um segredo...



As unhas do Papai Noel. 

Sempre observei as mãos das pessoas. Para mim as mãos devem estar sempre limpas, macias, bonitas e bem cuidadas. Mas especialmente as unhas. Nada diz mais sobre a pessoa do que suas unhas. Toda mulher deveria cuidar mais de suas unhas, pintá-las, e preservá-las, por que a mão é o cartão de visita das pessoas. Faz toda diferença ter unhas bem cuidadas, porque quem cuida bem das unhas, cuida bem do resto.

Quando eu me formei em direito, estava procurando emprego e marquei uma entrevista em um escritório de advocacia de São Paulo que estava se instalando em Brasília e procurava advogados recém-formados. Respondi ao anúncio e marquei uma entrevista. Eu estava toda empolgada por que seria meu primeiro trabalho como advogada. Fui toda animada, com meu curriculum vitae em mãos e bem preparada para qualquer pergunta. O advogado dono do escritório me entrevistou e logo de cara gostou de mim. Fui contratada de imediato.

Era um escritório muito chique. Logo de início, ganhei um carro novinho só para mim, uma conta bancária no Banco Francês e um bip. Naquela época não tinha celular, então, era bip mesmo. Hoje em dia os jovens nem sabem o que é isso! Mas, enfim, trabalhei nesse escritório por quase um ano. Foi muito bom e aprendi muitas coisas. Inclusive que devemos sempre andar com as unhas impecáveis. 

É que um dia, bem por acaso, o meu chefe veio me dizer por que tinha me contratado. E não é que ele me disse que foi por causa da minha mão. Isso mesmo. Ele me disse que uma das coisas que ele sempre olhava nas pessoas eram as mãos. E se fossem de mulher, então, tinham que ter as unhas impecáveis. E as minhas eram lindas e ainda por cima super bem cuidadas. Eu tinha as unhas grandes, bem cuidadas, feitas à francesinha. E ele adorou e pensou: é essa a advogada ideal para meu escritório, pois, se ela cuida bem das unhas, então vai cuidar bem de tudo! E eu que achava que estava abafando com a minha experiência de acadêmica de direito, fiquei muito surpresa com essa qualidade que eu tinha e nem sabia! Como são as pessoas, sempre nos surpreendendo.

Mas um episódio que marcou minha vida foi quando eu descobri, pelas unhas, que Papai Noel, na verdade, era Mamãe Noel, e era minha madrinha: a Tia Walda. É que ela sempre teve as unhas lindas, compridas e pintadas de vermelho. E eu era bem pequena e a adorava!  Suas unhas mostravam muito de sua personalidade: mulher forte, destemida, determinada, carinhosa e muito amiga. Era muito querida por todos. Eu não tive muita convivência com ela, pois, eu morava em outra cidade e ela nos deixou eu tinha apenas dez anos. Mas, nunca me esqueço de suas lindas mãos e impecáveis unhas vermelhas! Isso sempre me chamou a atenção. E eu sempre pensava: quando eu crescer quero ter as unhas iguais a da minha madrinha Walda.

Era Natal e estávamos todos reunidos na casa de uma tia, a espera do Papai Noel. Éramos muitos primos pequenos, todos menores de dez anos. E a espera ansiosa do Papai Noel para distribuir os presentes na noite de Natal era uma tradição em nossa família. Até que chegou o Papai Noel e foi aquela festa! Ele chamava um por um para conversar, colocava no colo e dava o presente. Não foi a minha surpresa quando percebi que as unhas do Papai Noel, apesar das luvas brancas, eram as unhas da Tia Walda! Bingo! O Papai Noel era a Tia Walda! Mas não me lembro se todos os primos descobriram, mas eu sabia e me orgulhava muito disso. Afinal, não é todo mundo que pode dizer que o Papai Noel, na verdade, era sua madrinha! Esse foi o modo como eu descobri que as unhas dizem muito mais do que imaginamos! E cá pra nós: não tinha Papai Noel melhor que a Tia Walda. Não, pelo menos para mim e meus primos, não é verdade?

Sylvana Machado Ribeiro.